06/11/2018

Classificação de óleos lubrificantes – parteI

A classificação API é a mais conhecida e utilizada para os óleos lubrificantes comercializados mundialmente.  Várias entidades internacionais trabalham em conjunto para o estabelecimento dessa classificação.

A ILSAC, (International Lubricants Standardization and Approval Committee), fundada em 1992, formada pela AAMA (American Automobile Manufacturers Association ) e pela JAMA (Japan Automobile Manufacturers Association), define as necessidades, os parâmetros, o licenciamento e a administração das especificações dos lubrificantes.

Um sistema tripartite, que envolve a API (American Petroleum Institute), a SAE (Society of Automotive Engineers ) e a ASTM (American Society for Testing and Materials), estabelece a classificação e os requisitos.

Esse sistema tripartite e a ILSAC formaram o EOLCS (Engine Oil Licensing and Certification System), que estabelece os critérios para o sistema de certificação e licenciamento de lubrificantes, utilizado nos Estados Unidos da América e adotado por alguns outros países.

A classificação API divide os lubrificantes para motores em dois grandes grupos, representados pelas letras S (Service – motores Otto ou a gasolina) e C (Commercial – motores Diesel).  A segunda letra segue a sequência alfabética e indica a crescente classe de qualidade.

 

Além das classificações para óleos para motores, a API também classifica óleos para câmbios manuais e eixos.  Essa classificação é feita com as letras GL e um número, como a seguir.

 

No caso da classificação GL, o crescimento do número não indica superioridade de desempenho ou qualidade, por exemplo, se um API GL-5 for usado onde o recomendado é um API GL-4, podem ocorrer sérios problemas com o sistema sincronizado.

Produtos API GL não são adequados para uso em câmbios automáticos, que utilizam produtos específicos, bastante complexos, que cumprem múltiplas funções nas transmissões automáticas.