29/03/2018

Fatos interessantes – Conveniência no Brasil

Energéticos
Quando entraram no mercado brasileiro, em 1998, os energéticos tiveram as lojas de conveniência dos postos como importantes vitrines. Elas foram, na realidade, uma das principais portas de entrada da categoria. O canal formador de opinião tinha o perfil de seus consumidores, encaixando perfeitamente com o público-alvo dos produtos em lançamento.

Desta forma, a presença nas geladeiras da conveniência contribuiu, junto com as campanhas de marketing, para a rápida divulgação dos energéticos, criando e consolidando novos hábitos de consumo. Com o passar do tempo, diversas marcas ingressaram no mercado, ávidas por uma fatia desse filão, e as lojas de conveniência continuam funcionando como suas vitrines.

Conveniência 24h
Nos primeiros anos do canal conveniência no Brasil, as categorias de mercearia, bazar e higiene pessoal e limpeza apresentavam um mix de produtos bastante amplo e ocupavam espaços grandes nas gôndolas. As lojas contavam com produtos de emergência e reposição disponíveis a qualquer hora do dia ou da noite. Naquele tempo, não era comum haver comércio aberto 24 horas, e a loja de conveniência contava com o diferencial de funcionar durante toda a madrugada, sem filas e com lugar para estacionar.

A área de fast food era pequena, com ofertas limitadas ao formato “self service” e aos equipamentos disponíveis na época. Havia café em máquinas automáticas de café solúvel, salgados e pães de queijo em expositores aquecidos com abertura frontal, expositores com alguns doces, post-mix para refrigerantes, máquinas de iogurte líquido ou de sorvete e, finalmente, a estrela das lojas: o cachorro quente.

A primeira estrela da conveniência
O grande “chamariz” das lojas de conveniência no início de suas atividades no Brasil era o já citado cachorro quente, montado pelo próprio cliente, que se servia livremente colocando a salsicha no pão e seus molhos chilli e cheddar, além de ketchup, mostarda, maionese e batata palha. O cliente comia em pé, sobre um balcão, não permanecendo muito tempo na loja, até mesmo porque não havia mesas e cadeiras disponíveis.

Durante o dia, as crianças e adolescentes lanchavam e curtiam a “bagunça” de se servir. À noite, o público era composto por jovens, que iam às lojas antes de saírem para as “baladas” e, também, depois delas, matando a fome a qualquer hora do dia ou da noite.