29/03/2018

Food Service: Alimentação variada, de qualidade, com foco em saúde, praticidade e inovação

Diante de uma rotina cada vez mais corrida, o consumidor tende a se alimentar fora do seu lar com uma frequência crescente. Partindo deste princípio, o investimento em food service se apresenta como uma interessante oportunidade no segmento de conveniência.

 

Nos últimos anos, o food service vem ganhando mais importância no canal de lojas de conveniência. Sanduíches fresquinhos preparados na hora, salgados variados, cafés especiais e refeições, hoje, integram o cardápio de mais e mais estabelecimentos. Com isso, clientes são conquistados e fidelizados, e ir a um posto de combustíveis para desfrutar de uma oferta especial de alimentos e bebidas já é mais do que uma realidade.

 

Segundo informações do Instituto Foodservice Brasil (IFB), 1/3 do valor gasto com comida, no Brasil, é empregado no consumo fora de casa. Porém, em muito por causa do custo das refeições, que aqui custam até 20% a mais do que o verificado em outros países, esta realidade ainda está bem distante da norte-americana e europeia. Ainda de acordo com o IFB, o consumidor brasileiro realiza refeições fora de casa 1,3 vez ao dia, o que nos coloca no ranking mundial com uma das frequências mais baixas. Nos dias de semana estão 70% desses momentos, com destaque para o almoço, havendo ainda um forte hábito de realização de lanches durante a tarde, apontados pelo instituto como o segundo momento mais importante do dia no que diz respeito a consumo “na rua”.

 

 

 

Segurança alimentar, saudabilidade e boas práticas

 

Dedicar atenção à segurança alimentar é imprescindível, principalmente por haver manipulação de alimentos no mercado de conveniência. Por isso, é fundamental seguir, com rigidez, as normas de regulamentação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Fora isso, um ambiente visivelmente impecável, limpo, faz toda a diferença na hora de atrair e fidelizar novos frequentadores.

 

Outro assunto que merece atenção especial nos dias atuais é a saudabilidade. E o que seria isso? Sim: a busca por uma vida mais saudável e equilibrada – algo que consegue um número cada vez maior de adeptos em todas as faixas etárias. De acordo com informações contidas no relatório Tendências em Comer Fora 2017, da Mintel, e publicado no blog da empresa (brasil.mintel.com/blog), 33% dos consumidores brasileiros demonstraram interesse em ver cardápios com mais opções, incluindo pratos sem glúten, orgânicos e vegetarianos.

 

Entre os entrevistados, 31% afirmaram que os restaurantes devem agir de forma mais incisiva para combater a obesidade, apostando, por exemplo, em alimentos com quantidade de sal reduzidas. Ainda segundo a pesquisa, 71% dos consumidores brasileiros buscam adquirir produtos nutricionalmente benéficos. De acordo com projeção da Euromonitor, citada em matéria publicada em 22 de janeiro de 2018 pelo Diário Comércio Indústria & Serviços, o mercado de alimentos saudáveis deverá movimentar R$ 63,5 bilhões em 2018 apenas no Brasil, o que representa uma alta de 0,8% em relação a 2017. Dito isso, os varejistas do canal têm procurado diversificar cardápios, oferecendo opções saudáveis, fit, com menos gordura, sódio e calorias, que atendem às necessidades dessa fatia do público.

 

O mercado está em constante busca pelas melhores práticas no que diz respeito ao preparo de alimentos, layout, logística, investimento em equipamentos e treinamentos de funcionários, de modo que esta evolução sem pausas na gestão do food service é uma realidade solidificada. Agir desta forma é fundamental não apenas para oferecer o que há de melhor, mais saudável e da maneira mais ágil possível ao cliente, mas também para obter vantagem competitiva em um mercado disputado com lanchonetes, restaurantes, padarias, bares, cafeterias e mercados, entre outros.

 

 

 

Crescente importância

 

Por meio da pesquisa CREST (Consumer Reports on Eating Share Trends), a GS&MD – Gouvêa de Souza revelou que o mercado de food service teve crescimento de 3% no ano de 2016, com um faturamento que chegou a R$ 184 bilhões. Por outro lado, o número de transações caiu 4%, de modo que o avanço do setor se deu por conta do aumento do ticket médio em 8%.

De acordo com a mesma pesquisa, a quantidade de pessoas que frequenta restaurantes não mudou, mas elas agora consomem menos vezes ao longo do dia, passando a priorizar as refeições mais importantes – almoço e lanche da tarde –, especialmente durante a semana.

 

Apesar do ambiente econômico delicado dos últimos anos no País, o setor de alimentação fora de casa tem se mostrado forte, “pegando carona” na rotina agitada, em que o tempo é escasso, de boa parte dos brasileiros. No segmento de conveniência, a categoria ocupa um papel cada vez maior e mais importante, com a meta sendo a de que o food service se torne definitivamente uma “categoria destino”.

 

Assim, o canal segue realizando investimentos em soluções de ofertas de food service, logística, equipamentos e conforto nas lojas para beneficiar o cliente final, com foco em eficiência e qualidade. Em 2016, pesquisas apontaram o food service nas lojas de conveniência como responsável por 15,4% no faturamento, com destaque para a oferta de pães de queijo e panificados, sanduíches, salgados e cafés, que totalizaram 77,2% das vendas registradas.

 

 

Expansão do mercado e tendências do food service no Brasil

 

São vários os fatores que explicam o crescimento do mercado no Brasil, mas, de acordo com a ABIA – Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, alguns pontos merecem especial atenção. Vamos a eles, valendo destacar, antes, que o canal food service contempla não apenas lojas de conveniências, mas também restaurantes, padarias, cafeterias, sorveterias, bares, hotéis e vending machines, entre outros tantos.

 

– Transformação do estilo de vida do consumidor, que busca formas mais práticas, simples e saudáveis de se alimentar;

 

– Surgimento de novos centros de consumo em diversas regiões brasileiras, especialmente no interior, o que acaba por compensar as momentâneas quedas no nível de emprego e renda nas grandes cidades;

 

– Crescimento do número de mulheres no mercado de trabalho, o gera uma demanda específica de serviços e produtos de alimentação;

 

– Criação e manutenção por longos períodos de parcerias entre indústria e operadores que têm como meta ganhos no que diz respeito à qualidade dos produtos e serviços oferecidos;

 

– Sustentabilidade e bem-estar: prezar pela utilização de alimentos naturais, frescos e de procedência comprovada, valorizando insumos orgânicos e a produção local.

 

Quanto às tendências dentro do mercado de food service, algumas também podem ser adiantadas sem problemas. A partir de uma lista publicada pelo site Food News Oficial (foodnewsoficial.com.br) no último dia 1o de março, selecionamos algumas:

 

– Atenção ao bem-estar e à sustentabilidade, com a utilização de alimentos frescos, naturais e de boa procedência. Produção local e emprego de insumos orgânicos pelo produtor são “bônus”;

 

– Crescente espaço para produtos veganos, vegetarianos e para pessoas com intolerância a lactose e glúten. O mercado para dietas especiais tem um potencial muito grande (só os veganos já são cerca de 5 milhões no Brasil) e só avança.

 

– Levando-se em conta a crise econômica que o País ainda vive, trabalhar com promoções e oferecer produtos populares seguirão em alta no mercado de food service. Disponibilizar itens mais baratos, em caráter promocional ou não, é uma boa estratégia para atrair clientes e movimentar o negócio.