08/11/2018

As novas gerações dirigem a oferta dos negócios de foodservice

Foodie é um termo novo e informal para denominar os apaixonados por comida. E essa “paixão” tem sido uma característica cada vez mais forte entre os jovens das gerações Y e Z. Questionadores por natureza e estimulados por sua curiosidade e inconformismo, possuem expectativas extremamente altas em relação aos alimentos. Sejam eles processados pela indústria, transformados por chefs renomados, in natura ou comprados num food truck em uma esquina qualquer.

O desejo do consumidor é que os alimentos propiciem auto realização, permitam vivenciar novas sensações e possam ser customizados segundo as preferências mais particulares. Adicionalmente a isso, um interesse e exigência pela transparência em relação a origem, preparo, composição e desperdício. Por fim, compreendem a tecnologia como uma ferramenta que lhes permite vivenciar novas experiências e lhes entregar mais conveniência no momento das suas refeições.

O consumidor foodie tem como propósito pessoal relacionar-se com o planeta de uma forma menos agressiva, assim, o consumo de proteína animal que por centenas de anos foi tido como símbolo de status social e, na maioria das vezes, inclui o sacrifício de animais (sejam eles criados ou não para a finalidade de abate), passou também a ser questionado. Nos últimos três anos os movimentos de promoção do vegetarianismo e veganismo ganharam força mundialmente e hoje ajudam o consumidor a pressionar a mudança da oferta no mercado de foodservice.

Muito longe de sermos radicais, o objetivo é provocar a reflexão. Vivemos um momento importante de transição alimentar e a dieta based plant que define o consumo exclusivo de frutas, vegetais, tubérculos (batata, mandioca, inhame, batata-doce, cará), leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha), cereais integrais (arroz, trigo, quinoa), oleaginosas (castanhas, amendoim, macadâmia, pistache, nozes), sementes e cogumelos ganha espaço dia a dia junto aos consumidores.

A pergunta é: por quanto tempo mais o consumidor aceitará a oferta disponível nos menus e vitrines atuais? Através de pesquisas podemos identificar que ele é simpático ao produto coxinha de brócolis, mas isso não quer dizer que a primeira versão do produto que lhe for ofertada será aceita. Uma mudança de mix de produtos vencedora exige a implementação de um disciplinado programa de desenvolvimento de novos itens, combinado com etapas de revisão dos acordos de fornecimento, revisão de processos em loja e de validação da experiência do consumidor.

É muito trabalho pela frente. Não adie demais! Você pode estar mais atrasado do que imagina.

 

Fonte: Mercado e Consumo