10/06/2019

O que encarece o combustível no Brasil?

Cerca de dez quilômetros separam a casa do engenheiro de Telecomunicações Tiago Mourão, 29, do local onde ele trabalha. Considerado fora do padrão pelos amigos, o jovem tem deixado o carro em casa motivado pela economia das caronas e transporte coletivo. Em tempos de combustíveis com valores elevados, ele tem utilizado o carro apenas para passeios aos fins de semana e visitas a clientes.

“Eu só abasteço uma vez no mês, algo em torno de R$ 100, praticamente”, faz as contas. Incluindo custos com estacionamento, Tiago chega à conclusão de que economiza em torno de R$ 400, valor que tem sido utilizado para compra de livros e cursos online. “Tá tudo bem ir de ônibus”, avalia.

A mudança de hábitos de Tiago é compreensível. A média do valor na revenda de gasolina era R$ 2,84 em 2013. Cinco anos depois, em 2018, subiu para R$ 3,48. Já no primeiro trimestre de 2019 chegou a R$ 3,49, maior que a do ano passado inteiro. Mas o que está por trás de tantos aumentos?

Primeiro de tudo, como commodities, os combustíveis derivados de petróleo possuem valores atrelados ao mercado internacional. “O preço internacional internalizado, transformado em reais, está alto”, explica Cláudio Ribeiro de Lucinda, professor do departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP). “É assim no mundo inteiro, parecido com o comércio de outras commodities como minério e soja”, complementa Helvio Rebeschini, diretor de Planejamento Estratégico e Mercado da Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural).

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