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COP-21 e os biocombustíveis

A 21ª Conferência do Clima (COP-21), realizada em dezembro de 2015, em Paris, teve como principal objetivo dar origem a um novo acordo entre os países para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, diminuindo o aquecimento global e, consequentemente, limitando o aumento da temperatura global em 2ºC até 2100.

A COP-21 envolve compromissos assumidos pelo governo que representam um importante estímulo aos biocombustíveis. Entre os principais comprometimentos do Brasil na COP-21 estão metas como uso de fontes renováveis, além da hídrica, indo de 28% para 33%; parcela de energias renováveis (além da energia hídrica) no fornecimento doméstico de energia elétrica subindo para 23% e 10% de ganhos de eficiência no setor elétrico.

Ficou definido o compromisso de elevar para 45% a participação de energias renováveis na composição da matriz energética; elevar para 18% a participação de bioenergia sustentável na matriz energética (utilização de Etanol 1G combustível e Etanol 2G, além do aumento da mistura de biodiesel), zerar o desmatamento ilegal e restaurar 12MM de hectares de florestas. Também há outras pretensões nos setores agrícola, industrial e de transporte, porém sem metas explícitas.

A meta de bioenergia sustentável da COP-21 se traduz, entre outros desdobramentos, na oferta de energia de combustíveis líquidos renováveis, e para viabilizar os compromissos deste acordo, estima-se uma participação de 26% dos biocombustíveis na matriz de consumo do setor de transportes em 2030.